sábado, 29 de novembro de 2008
Lei de Mencken
"Para cada problema na humanidade existe uma solução simples e clara, e esta será sempre a solução errada."
Hoje de tarde me trouxeram dois micros pra manutenção. Era umas seis da tarde, e acabei de terminar o primeiro.
O problema era que ele reiniciava sozinho quando ligava. Como não é a primeira vez que vejo esse problema, eu fui direto tentar a solução que eu conheço.
Só que, conforme a frase acima, essa era a solução errada.
Depois de horas de pesquisa, de limpar os contatos das peças (vulgo 'passá borrachinha nas placa) e de desinstalar e instalar programas, tive a idéia desesperada de ligar o disco desse computador no meu, e tentar recuperar.
Foi como tirar o problema com a mão.
Agora tem o outro lá. Esse já veio pra mim duas vezes, mas dessa vez vou fazer o serviço completo.
Eu prometi entregar eles amanhã de manhã, mas é claro que não vão vir buscar. No mínimo, lá por segunda feira. Só que isso só vai ser assim porque eu ainda tou aqui acordado. Se eu tivesse ido dormir, e simplesmente falasse que não deu tempo, daí o dono do computador automaticamente teria uma pressa inconcebível e precisaria do computador pra ontem.
É sempre assim.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Vai à m****
Uma das poucas regras de acentuação que aprendi na escola foi aquela da crase:
'Vou a, volto da, crase há.
Vou a, volto de, crase pra que?'
O exemplo que os professores passavam insistentemente, tentando fazer a gente entender isso, era com a palavra França.
Vou a França, volto da França.
E pra comparar, davam qualquer outro exemplo que eu não lembro agora, mas era algo assim:
Vou a Sapucaia, volto de Sapucaia. Daí nesse caso não tem crase.
Como disse antes, essa é uma das poucas coisas que realmente entraram nessa cabeça dura. Mas como foi dificil pra entrar, também vai ser difícil pra sair. Então o cliente pode me mandar um email dizendo "Onde diz: tenha acesso à nossa base de dados, tira a crase do "à nossa", pois esse a não é craseado.", que isso não vai me convencer.
Afinal:
'Vou a base de dados, volto da base de dados'.
Então tem crase!
Claro.. normalmente ninguém vai à uma base de dados. Mas acho que isso não justifica. Afinal, a regra é clara.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
..e antes que alguém reclame...
Amanhã eu vou enviar as fotos em resolução alta. Olhando agora, no álbum, ficaram meio ruins mesmo. Mas tou com preguiça de enviar de novo, e escrever outra vez os comentários...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
3 Reais
À todos que estão esperando uma descrição emocionante, empolgante, envolvente, eletrizante e digna de um filme da sessão da tarde, as minhas mais sinceras desculpas. Porque viajar de avião é isso. É entediante. Não tem muita graça.
Não é ruim, não é cansativo, e quando começa a ficar chato mesmo, acabou.
É claro que é demorado o bastante pra descarregar a bateria do mp4, mas desde que esse venha ligado desde que se pôs o pé pra fora de casa.
Antes disso, uma breve passagem pela feira do livro de Porto Alegre. Breve passagem, porque não dá pra perder muito tempo.
Não que ir lá seja perda de tempo, mas... enfim. Dessa vez não deu pra andar entre as correntes migratórias, e nem ir na parte dos mangás. Essa foi a minha visita mais curta da história da feira. É que não é todo dia que dá pra ir pro povo, então, quando se vai, tem que fazer tudo o que se deixou acumular.
Planejar. Essa é a palavra chave. Eu sou um cara um pouco melódico, digo...metódico. Gosto de planejar as coisas antes de fazer, mas nem sempre dá. Tem vezes que o excesso de confiança é grande, e...
Tá, é mentira. Eu achei que era só descer na estação do Aeroporto (embora o Aeroporto seja uma estação, só que de aviões e outras coisas que voam, aqui tem uma estação de trem (ou metrô) que fica perto do aeroporto. Também tem uma outra estação que se chama Rodoviária, mas isso é assunto pra outra hora).
Onde que eu tava?
Ah sim. Eu esqueci de ver como chegar no aeroporto antes de ir, porque achei que era só descer ali na frente, atravessar a passarela e deu. Só que quando cheguei lá, achei meio vazio. Não tinha muita gente na frente, e parecia que tinha um tipo de feira, ou algo assim. Quando cheguei mais perto, notei que tinha uma roleta, uma bilheteria, e gente comprando entrada e passando pela roleta.
Daí estranhei mesmo. 'Como assim, pagar entrada pra entrar no aeroporto?'. Perguntei pra um segurança como chegava no setor de embarque. Daí ele me explicou que ali é o aeroporto antigo, e que eu tinha que ir no novo.
Ah sim, claro. eu nem sabia que tinha um aeroporto novo...
Dali, se pega um ônibus gratuito que leva as gentes do terminal antigo pro novo. É tão bom isso, sentir que não sou o único que vai no lugar errado do aeroporto, tanto que botam até um ônibus pra levar essa gente toda pro aeroporto certo.
Tá, nem tanta gente assim, afinal é um microonibus (ou micro-ônibus, ou microônibus, não sei qual a regra nova).
Dentro desse ônibus tem um cartaz que diz 'permaneça sentado até que o ônibus pare completamente'. Nos ônibus que a gente anda, nunca prestamos atenção nos cartazes, tanto que sempre somos pegos desprevenidos (nossa, quantos plurais..) quando a passagem sobe, mas nesse, as pessoas realmente esperam o ônibus parar pra se levantar.
Acho que o terno do motorista impõe algum respeito. Seilá.
Depois de chegar no aeroporto certo, basta procurar um balcão da Gol, pra retirar a passagem. A fila não demora muito, mas ali eu descubro uma coisa que já sabia, que não lembrava e que já contei pra alguns de vocês: não dá pra viajar carregando líquidos. Até dá, mas não em vôo internacional.
É isso aí. Agora vocês conhecem alguém que viajou em um vôo internacional. Tanto faz se foi só por menos de uma hora e meia, era internacional porque vinha do Uruguai e pronto. Bueno, como eu tava levando um shampoo e creme pra pentear, tive que abandonar ali mesmo. Até deu vontade de pedir pra moça da gol guardar pra mim até segunda feira, mas fiquei meio sem jeito. E eu duvido muito que ela tenha botado fora. Tá certo que não é dos mais caros, mas era bom aquele shampoo. E o pote tava cheio, ainda.
Talvez ela tenha em casa vários shampoos de gente que não sabe que não se pode viajar com coisas líquidas na mochila. Ou melhor, de gente que na hora descobre que até pode, mas que aí tem que despachar a bagagem, e isso demora um pouco mais.
Enfim.
Depois de passar por todas as partes burocráticas, a gente entra em um corredor estreito. O corredor é longo, branco, tem uma luz clara muito forte no final, quando tu vai passando, não sente a hora passar, os pés ficam leves, e..
Ops, esse é outro corredor. O do aeroporto é só um corredor estreito, onde quando tu te dá conta, já tá na porta do avião, e quando olha pra trás, já entrou. É quase como uma armadilha contra pessoas que dão pra trás na última hora.
Não que eu fosse dar pra trás. Eu realmente tava tranquilo, não tinha pensado muito em como seria e simplesmente ia deixar acontecer. E foi o que aconteceu.
E foi entediante.
Pra quem nunca andou, antes de ver a foto no álbum, imagine um ônibus. Um ônibus todo branco, por dentro, com janelas pequenas. Lembra muito uma geladeira. As paredes são arredondadas nos cantos, o teto é baixo, os bancos são reclináveis (embora eu só tenha descoberto como inclinar o banco na volta) e não tem cobrador. Tem uns panfletos explicando o que fazer se o avião cair na água, se cair na floresta, etc. Ah, e o rádio fala em dois idiomas: inglês e português.
Imaginou? Parabéns, você acaba de saber como é um avião por dentro.
Acho que a única coisa que impressiona mesmo é como acelera rápido, antes de decolar. No videozinho que eu fiz, ele leva menos de 15 segundos pra chegar na velocidade pra decolar. Tanto que consegui pegar isso na segunda vida das pilhas da câmera, já que a primeira vida eu matei enquanto tentava filmar a decolagem desde o começo. Bem na hora que ele começou a acelerar, a bateria foi. Mas deu tempo de ligar de novo e gravar mais um pouco, que foi a melhor parte.
Mas é só. Sério mesmo.
Depois que tá lá em cima, a vista até que é legal. É legal ver as nuvens fazendo sombra no campo, coisa que não se nota dessa altitude de 1,75m. Mas o resto é chato, e fica um pouco mais chato quando acaba a bateria do mp4. O piloto percebe isso, e começa a falar coisas extremamente relevantes, como a altitude em que ele voa, que é de maizoumenos 11km, a velocidade de 800 e pouco por hora, e a temperatura externa, que é de -40º. Muito útil pra contar pros parentes no domingo, ou pra se escrever em blogs. Quando ele para de falar e vê que o povo ainda tá meio desanimado, ele inventa uma turbulenciazinha só pra chacoalhar um pouco as coisas, e pronto.
Chegamos.
Acho que leva mais tempo procurando a saída do aeroporto até a rua do que viajando dentro do avião, mesmo.
Algo que me deixou curioso por lá, foi que o pessoal estaciona os carros na esquina. E nem é perto da esquina, é na esquina mesmo. O carro fica em 45° em relação à rua. Ou tem carro demais praqueles lados, que chega a faltar lugar pra parar, ou os motoristas são muito ninjas, que conseguem fazer as curvas mesmo com um carro paradão na esquina, tomando espaço.
Seilá. Se eu mal consigo dirigir em São Leopoldo...
Na volta, foi um pouco menos chato. Não perdi o avião porque tava uma chuvarada praqueles lados, e isso atrasou todos os vôos. O que era pra sair 11h10, saiu lá perto da uma da tarde. Enquanto esperava, fui tomar um cafezinho, pra terminar de acordar. E me apavorei quando vi que o cafezinho custa 3 reais.
E nem era tão bom assim.
Dessa vez não passamos perto da máquina de livros. É que eu ia ficar meio sem jeito, se ela perguntasse o que eu achei do livro que levei da outra vez, porque teria que dizer que não consegui terminar de ler.
Também fomos no show do Judas Priest no Masterc..Credicard Hall. Não sou um grande fã da banda, mas mesmo assim foi bom. O Rob troca de roupa duas vezes à cada música, aparece com uma capa prateada, um trono, uma moto, anda de elevador e ainda sobra tempo pra cantar. Mas isso todo mundo já tá cansado de saber. Eu só queria saber se um dia desses ele não vai ligar aquela moto. Eu digo ligar de acelerar, dar uma volta no palco, seilá, e depois tocar Turbo Lover, ao invés de só sentar nela e deixar o farol ligado.
Agora, já vi Scorpions, Iron Maiden e Judas Priest. Só faltava um blacksabbathzinho pra completar a coleção.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Lojinha de turco
Atendendo à 1 (hum) pedidos, eu coloco de novo as coisas que fazem parecer uma lojinha de 1,99.
Coloquei até umas tralhas mais antigas, que tavam emperradas em algum lugar poraí.
Agora, só preciso tirar a teia de aranha e cortar a grama, e tá pronto.
E, claro, ter mais idéias absurdas pra escrever.
domingo, 9 de novembro de 2008
Então.
Após uma breve crise existencial bloguística, retomamos atividades poraqui.
As coisas ainda tão meio bagunçadas, mas vai ficar assim mesmo. Tirei aquele lixaredo todo que fazia o blog parecer uma lojinha de eletroeletrônicos de galeria, onde tem de tudo um pouco mas nada que seja útil.
Mas pra não dizer que voltou do mesmo jeito que foi (afinal ele não foi, e muito menos voltou), eu consegui as músicas da O Carabala e da Sargento Malagueta.
Só que como tou com preguiça, eu vou colocar os links de onde eu consegui, e quem quiser escuta lá.
O Carabala eu achei na TramaVirtual, e a Sargento, no Myspace.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Da série "jabá legal" - Olha a minha banda!
Eu não assisto TV.
Eu não sei o que passa na televisão domingo de tarde.
Eu nem sei se a globo ainda é o canal 12, se a band é o 10 e se a manchete é o 4.
Mas hoje eu tava passando na independência, e vi um cartaz falando sobre um... seilá, não parece ser um festival, mas um negócio ali no Teatro Municipal de exibição de um filme meio macabro e tal. Daí agora que cheguei em casa, fui pesquisar sobre o troço, e descobri que a Maçã de Pedra tá participando de um quadro do caldeirão do huck. Nesse link, tem um vídeo deles tocando uma música de autoria deles, que se chama 'Velha Rotina'.
Como não quero ser um daqueles caras chatos que sempre pedem a mesma música, eu nem vou falar nada sobre a chain of fools.
sábado, 11 de outubro de 2008
Uma nova era?
Alguns já sabem, mas a lanhouse que eu trabalhava fechou.
Na verdade, eu não trabalhava na lanhouse, e sim usava ela pra trabalhar. Tinha um canto onde eu ficava meio escondido, e lá de vez em quando ajudava a atender alguém.
Bueno, acontece que agora, como quase todo mundo tem internet e computador em casa, o movimento diminuiu, e não deu pra continuar. Ultimamente, quem mais aparecia por lá eram crianças, que iam com R$1,47 e perguntavam 'quanto tempo dá com isso, tio'.
Então, pra poder continuar a tocar a nossa empresa, eu trouxe o micro que usava lá aqui pra minha casa, e botei ele na sala. Agora, eu trabalho em casa.
Se vai ser uma boa, se vai ou não dar certo, saberemos nas cenas dos próximos capítulos.
Pena que daqui não vou conseguir ver muitas coisas como as que aconteciam na lanhouse, mas também não chego mais atrasado, já que são só 2 ou 3 metros de distância do meu quarto até aqui.
E também quando alguém for me entrevistar na rua, e perguntar qual a minha profissão, eu vou dizer que sou 'profissional do lar'.
Aqui vão duas imagens da 'vista' que eu tenho, daqui de onde tou, e... ah, tou mentindo. Eu tive que pegar dois cabos usb pra montar uma extensão, pra alcançar a webcam na janela. Não é qualquer um que pode se dar ao luxo de uma máquina digital...
domingo, 5 de outubro de 2008
As três faces da moeda
Todas as coisas, ou pelo menos boa parte delas, tem vários modos de serem vistos.
O lado otimista e hipócrita:
-Nossa, que legal! isso que é cidadania, hein? Parabéns! Isso mostra que tu não tava interessado só em ganhar algo, e que tava trabalhando por vontade mesmo!
Precisamos de mais gente assim!
O lado pessimista e debochado;
-Putz, não acredito! Que otário! Dessa vez tu se superou, hein? Essa era a única coisa boa que tu ia ganhar com esse trabalho inútil, e mesmo assim esqueceu? E nem vai se dar ao trabalho de correr atrás! Só tu mesmo!
O lado niilista:
-Grande bosta. Nada vai mudar, mesmo. Tu vai continuar sendo o mesmo pé rapado de sempre, e se nenhum funcionário embolsar o vale de má fé, ele volta pro TRE e vai ser usado pra qualquer coisa que a gente nunca vai saber. Ou vai ficar guardado numa gaveta até acabar a validade.
sábado, 4 de outubro de 2008
What's in your head, zombie?
Sábado.
Dia de ir no mercado.
Tava passando na frente da locadora, e um cartaz me chamou a atenção. Bom, na verdade foi o titulo do filme que me fez pensar. "O bom filho à casa torna".
"Torna"?
Eu nunca tinha parado pra pensar nessa palavra. Torna. Cheguei até a pensar que talvez fosse um erro, mas não é. Torna deve ser metade de Retorna.
Então, o bom filho sai de casa, mas à casa torna.
E quando ele retorna, o que acontece? Ele volta pra onde ele tinha ido, quando saiu de casa? Já que no torna ele voltou, o retorna teria que ser a volta da volta. Daí seria um mau filho, ou é porque acabou as férias e ele teve que tornar aonde ele tinha ido, quando saiu de casa?
É, eu tava com fome.
Na fila do mercado, tinha uma guria na minha frente, preocupada, conferindo o troco. Pagou as compras, contou o troco umas duas vezes, e saiu.
Mas esqueceu as compras. Isso foi pior do que eu, nas Americanas, semana passada, e..
..acho que eu não contei disso.
Bueno, há umas duas semanas, ou semana passada, seilá. Eu desci no centro, depois do trabalho, e passei no banco pra saquear uns trocos. Pra não depender só de passagem de ônibus. Só que nos caixas eles não dão notas abaixo de 20 (o pessoal deve ter cansado daquela piada da D-20), daí saí do caixa pensando no que comprar,pra ter trocado pro ônibus. Entrei na Americanas e zanzei um bom tempo por lá, ouvindo música bem alto no fone. Praticamente tava em outro planeta.
Peguei um pacote de dvds pra gravar, paguei, esperei a nota, e saí da loja. Com o fone no volume alto. Quando tava há umas quatro lojas de distância de onde tinha saído, senti alguém tocar no meu ombro.
Era um dos caras da loja. Eu tinha esquecido o troco. O motivo de eu ter passado na loja...
Mas tudo bem, já fiz tapadices maiores do que essa. Imensamente maiores. E com certeza vou fazer muitas outras, ainda.
Quando eu vinha descendo de volta do mercado, pensei em outra coisa, mas agora não lembro mais. Provavelmente era algo bem mais engraçado & informativo do que isso que acabei de escrever.
Ah! antes eu tava jogando Land of Dead pela internet,quando o meu cebolar, o novo, que não é bem meu, toca. É uma mulher, perguntando pela antiga dona do celular. Eu digo que esse celular agora é meu, e passo o numero do chefe,que pode informar pra ela o número novo. Só que eu tava jogando com o volume do som bem alto, então acho que ela ouviu os tiros, os ganidos dos zumbis, etc, etc.
Não,não era isso. Mas agora já foi.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Tem uma coisa que preciso perguntar pra vocês.
É... sobre o post da 'anarquia'.
Aquilo teve graça? Porque eu vi isso em uma revista antiga, e achei tão legal que isso ficou na minha mente todo esse tempo.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Nada a declarar
Esse fim de semana passado, aproveitei pra juntar umas peças de computador velhas, já que tive que gastar algumas pra consertar o frankenstein.
Daí as outras eu separei, pra ver o que ainda funciona, depois organizei tudo e guardei.
Essa foto foi tirada enquanto eu organizava as coisas por lá.
sábado, 27 de setembro de 2008
O jovem
O jovem tinha sonhos. O jovem tinha esperanças, queria mudar o mundo. O jovem poderia mudar o mundo, e era o que ele ia fazer.
O jovem achava que sabia que ia ser difícil, mas também achava que não ia desistir.
Provavelmente porque era jovem.
O jovem sabia que pra mudar o mundo, ia precisar de forças. E ia precisar aprender a lutar.
O jovem, então, busca treinamento. E quem o treina é o homem.
O homem já tem muita experiência, já lutou muito, mas já não tem sonhos. Ele sabe que esses sonhos não vão mais se realizar.
Provavelmente porque tem muita experiência.
O jovem fala de suas idéias revolucionárias, seus desejos de mudar o mundo, mas o homem ensina que não é assim que funciona. Parece que tudo que o homem ensina ao jovem vai contra os princípios dele, então ele decide que, quando chegar a vez dele, não vai ser assim. E ele não entende porque (ou porquê, ou por quê, ou por que) o homem age dessa maneira.
O jovem, então, termina o seu treinamento. Agora ele é um homem também. E sai pra fazer seu trabalho.
Ele realiza o seu trabalho, do jeito que lhe foi ensinado, e se orgulha disso. E, pra provar que o homem estava errado, ele faz um pouco mais, além do que devia.
Ele logo tem outro trabalho à fazer, e novamente, orgulhosamente, faz um pouco à mais.
Então ele decide sempre fazer um pouco à mais. Porque o homem estava errado, e porque ele tem princípios e vai mudar o mundo.
Um dia, o jovem (vou continuar chamando assim porque deu preguiça de criar um nome) está cansado, e faz apenas o trabalho normal. O cliente pergunta 'vai fazer pela metade, meu jovem? você já foi melhor'.
Ele sempre fez à mais, mas quando faz apenas o necessário uma primeira vez, é como se ele sempre fizesse o necessário e desta vez ficasse devendo.
Mas tudo bem, ele é jovem e vai mudar o mundo.
O tempo passa, e o jovem não consegue mudar o mundo. E vai ficando cansado, cansado das exigências, pois ele deixou as pessoas mal-acostumadas, e essas não mostram muito reconhecimento. Só pedem mais, e cada vez mais. Como se fosse obrigação dele.
Um dia o jovem anda cabisbaixo, desanimado, quando encontra seu velho mestre.
-Mestre, eu não entendo. Eu lutei, me esforcei, tentei mudar o mundo, mas só o que aconteceu foi que se aproveitaram de mim. E ainda reclamaram quando eu fiz somente o necessário!
O mestre, do topo de sua grande montanha de sabedoria, lhe disse:
-Psss! tu entendeu tudo errado, meu bruxo. Negócio é o seguinte: tu vai lá, faz o que te pediram e deu. Cabô, não tem muito papo não. E mete a faca no rim, cobra os zóio da cara, que só aí te dão respeito, tá me entendendo? Então larga essa frescurinha de agradá cliente e não fica aí choramingando pelos canto! Mudar o mundo? primeiro tu faz o teu lado, se sobrá tu até dá uma mão, mas primeiro enche o teu!
Sábias palavras...
(isso é só uma viagem que me veio na cabeça. eu obviamente não penso assim. nunca quis mudar o mundo mesmo...)
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
And we keep driving, into the night...
Fico bobo quando vejo alguém que sabe dirigir bem, trocando de marcha. A gente percebe que mudou algo mas não sabe bem o quê, e as coisas começam a andar mais depressa. Ou mais devagar, dependendo da situação, mas a mudança é quase imperceptível.
Tem outros que se atrapalham na hora de mudar, trocam pés pelas mãos, e arranham a caixa de câmbio do carro - e aí todo mundo percebe que o infeliz fez cagada, por causa do barulho.
Eu sempre tive algum problema pra mudar. Não é aquela coisa sutil, onde só se percebe que mudou, mas por outro lado, não chego a fazer nenhum esparro. Na verdade, eu quase paro, por causa do medo de trocar pés pelas mãos. Espero tempo demais pra tomar a próxima ação, e acabo perdendo velocidade. Aí, eu passo pra um nível mais alto, mas nem se percebe. Só dá pra perceber mais tarde quando tenho que diminuir a marcha, por ter escolhido um caminho que me levou pra uma curva brusca.
Mesmo tendo rodado pouco em alguns tipos de estradas, e existindo outros tipos que eu sequer passei, acho que com essa quilometragem que já tenho eu consigo perceber quando eu estiver numa velocidade boa, numa estrada boa. O que é melhor do que só perceber depois que já se perdeu velocidade, ou quando a estrada fica esburacada.
Eu acredito que engatei uma marcha acima, mas só vou saber mais tarde. De qualquer jeito, já soltei a embreagem, e ainda não ouvi o arranhão.
Acho que é um bom sinal.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
QI
O bom de se trabalhar com informática é que é quase como se fôssemos médicos: a gente vê coisas que as pessoas procuram não mostrar pra todo mundo, como fotos, históricos de msn, e coisas do tipo.
Claro, quando aparece um micro pra se fazer manutenção, a gente (eu pelo menos) não fica olhando as pastas, porque normalmente nunca tem nada lá (que foi?), e porque é anti-ético.
Não, mentira. Não olho isso porque normalmente nunca tem nada lá. No máximo, uma olhada na pasta de músicas, só pra me decepcionar um pouco.
Mas eu falava sobre o acesso que temos às informações. É que me apareceu um site de uma agência de RH pra programar, e veio junto um texto explicando o que tem pra fazer. O que chamou a atenção é que em uma determinada parte, eles pedem pra destacar os candidatos que tem 'qi'. E não tou falando sobre a escola, é indicação mesmo. Um modo de mostrar quem foi indicado, e por quem foi.
Sacanagem, né?
Ou eu que sou ingênuo e ainda acredito/tava que se escolhem os candidatos pelo conhecimento...
Bom, isso não me diz respeito. Eu só cumpro ordens, mãs... fico pensando em quantas vagas já perdi porque nunca teve um asterisco no lado do meu nome, nos 597 sites que fiz cadastro.
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